Thursday, March 17, 2005

Bate-Papo

- é a vida
- bonita
- suave
- com dor no estômago
- escreveu coisa nova?

Ah vida, se tu fosse fácil como nos filmes que passa na televisão depois que todos dormem, seria mais fáci aguentar a dor que me carrega, que me sufoca, que me empata. Se tu fosse como uma expressão que se usa para todo aquilo que é morto e matéria, seria mais intensa, mais vivida. Oh vida, me tire dessa ilusão, faz juz a palavra dada a sua função.

- você escreveu ? vamos fazer um blog de poesia.
- eu queria que escrevessem minha biografia, uma história tao linda e impressionante que é minha vida!
- as vezes tenho vontade de escrever o que acho das pessoas, mas nunca tive a oprtunidade de falar...

Friday, March 11, 2005

Feijao

Sujeito sorridente, com feijão no dente, não para de falar. As pessoas continuam a rir, mas não tem coragem de dizer que exite um feijão em seu dente, mesmo ele falando sem parar do programa que viu na TV com sua esposa.

Ele levanta da mesa com feijão preso entre os dentes, continua contando casos, rindo, cumprimenta o amigo do antigo trabalho que passou ao lado da mesa, sorri para todos dando até logo e se dirige ao carro. Entra no carro, liga o som, coloca o cd preferido, começa a entrar no clima da música, coloca o braço na janela conduzindo a direção apenas com uma mão, reduz a velocidade, para no farol. Levanta o braço direito, passa a mão no cabelo, ajeita ao seu gosto, olha para o retrovisor, suavemente abri um sorriso vencedor, como se falasse para si mesmo, você é o cara, e então, o feijão olha para ele, ele olha para o feijão, começa um filme em sua cabeça, ele começa ficar vermelho, lembra de todos os casos que ele abriu o sorriso, e como se passou por idiota fazendo piadas. Desliga o som, dirige calado, pensa nos rostos das pessoas em sua volta enquanto ele estava dom feijão no dente, suspira, chega em sua casa.

Sua esposa feliz ao ver seu marido chegar em casa, abre os braços, o sujeito injuriado passa na porta sem olhar para os lados, ela sem entender fecha a porta e senta no sofá, em segundos já se concentra na cena de sua novela preferida.

O sujeito depois de um banho, relaxa, e ao sair de toalha do banheiro cheio de vapor, pergunta:

O que tem que comprar que esta faltando em casa Fulana?

- Ahn? Ah, feijão amor.

No Bar

Em volta da minha mesa redonda rústica havia seis mesas formando um círculo. Cada mesa um relato, cada relato um copo, cada copo um trago, e cada trago um sorriso, cada sorriso um bocejo, nas duas mesas da frente, rolava desejo. Três garotos , duas garotas, uma magra, outra gorda.

Uma garota se inclinava, um garoto se mexia, a conversa em si ñao significava nada, o corpo que realmente falava, a perna da garota se movia em direção do garoto, e o garoto balançava o pé com procurando alguma coisa para tocar e enquietar aquele pé que não parava de falar. A garota pega o papel sutilmente, anota o tel, o garoto recebe o papel, agrade com um olhar demorado, vira para sua mesa e pede uma porção de fritas. Todos na mesa atentos para o garoto, com um sorriso no canto da boca, ele olha para os amigos e apresenta o troféu, o tel da menina magra.