O senhor de Barba Branca
No bar, que costumo frequentar,
um homem de barba branca,
com punhado de discos,
começava a se aproximar.
Boa Noite, como vai?
Esses são meus discos,
são de boa qualidade,
gostaria de apreciar?
Eu já havia visto esse homem,
várias vezes no bar,
então convidei-o para sentar.
Eram bons os discos,
realmente quis olhar,
acabei escolhendo um rápido
para a negociação se acertar.
Ao entregar o dinheiro, ele agradeceu,
mas na mesa tinhamos uma porção de mandioca,
e dela meu amigo lhe ofereceu.
Usou o garfo ao lado sem perguntar
e comendo a mandioca,
de música e músicos começou a falar:
Eu tenho um disco em minhas mãos
que é uma raridade,
é música regional
pura brasiidade.
Desse disco você não escontra por ae,
ainda mais com capa dupla e encarte,
isso aqui meu amigo, é Brasil de verdade.
Isso aqui é Xangai,
Eu gosto muito!
Olha, pode comprar,
o seu mestre é o Elomar.
Elomar?
Elomar Figueira de Melo,
disse a moça sentada ao lado,
com maquiagem no rosto
e cabelo quadrado.
Já fui em um show dele,
é muito bom mesmo,
se é discipulo do elomar,
deve ser bom, pode comprar.
E o homem de barba branca
concordava e sorria,
escutando a moça falar,
enquanto comia.
Mas como todo papo,
sempre tem o alto e o baixo,
com os braços na mesa,
começou a contar,que ali mesmo naquela bar,
um rapaz fez uma oferta indescente
e que não lhe tratou como gente.
Disse que tudo que o rapaz dizia,
ele ouviu, mas daquele disco não
o venderia mais, nem por mil reais.
E ainda foi chamado de louco,
pelo arrogante rapaz louro.
Da minha mandioca
metade ele comeu,
mas o bom homem
uma lição me deu.
Valorize seu trabalho,
quando é feito com coração,
exija sempre o seu merecido tostão.
um homem de barba branca,
com punhado de discos,
começava a se aproximar.
Boa Noite, como vai?
Esses são meus discos,
são de boa qualidade,
gostaria de apreciar?
Eu já havia visto esse homem,
várias vezes no bar,
então convidei-o para sentar.
Eram bons os discos,
realmente quis olhar,
acabei escolhendo um rápido
para a negociação se acertar.
Ao entregar o dinheiro, ele agradeceu,
mas na mesa tinhamos uma porção de mandioca,
e dela meu amigo lhe ofereceu.
Usou o garfo ao lado sem perguntar
e comendo a mandioca,
de música e músicos começou a falar:
Eu tenho um disco em minhas mãos
que é uma raridade,
é música regional
pura brasiidade.
Desse disco você não escontra por ae,
ainda mais com capa dupla e encarte,
isso aqui meu amigo, é Brasil de verdade.
Isso aqui é Xangai,
Eu gosto muito!
Olha, pode comprar,
o seu mestre é o Elomar.
Elomar?
Elomar Figueira de Melo,
disse a moça sentada ao lado,
com maquiagem no rosto
e cabelo quadrado.
Já fui em um show dele,
é muito bom mesmo,
se é discipulo do elomar,
deve ser bom, pode comprar.
E o homem de barba branca
concordava e sorria,
escutando a moça falar,
enquanto comia.
Mas como todo papo,
sempre tem o alto e o baixo,
com os braços na mesa,
começou a contar,que ali mesmo naquela bar,
um rapaz fez uma oferta indescente
e que não lhe tratou como gente.
Disse que tudo que o rapaz dizia,
ele ouviu, mas daquele disco não
o venderia mais, nem por mil reais.
E ainda foi chamado de louco,
pelo arrogante rapaz louro.
Da minha mandioca
metade ele comeu,
mas o bom homem
uma lição me deu.
Valorize seu trabalho,
quando é feito com coração,
exija sempre o seu merecido tostão.

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